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A Coragem de Não Agradar

  • 11 de jun.
  • 3 min de leitura
pés com meias coloridas

Vivemos em uma sociedade que constantemente nos empurra para buscar aprovação. Seja no trabalho, nas redes sociais ou nas relações pessoais, o desejo de agradar parece inevitável e a comparação vira uma fiel companheira neste processo que, se torna muito mais sobre ser melhor que o outro do que se autodesenvolver, por isso, a coragem de não agradar passa a ser um medo de muitas pessoas.

Essa busca incessante por aceitação não nos aproxima da felicidade!

O livro A Coragem de Não Agradar, de Ichiro Kishimi e Fumitake Koga, inspirado na psicologia de Alfred Adler, que foi um psicólogo austríaco fundador da psicologia do desenvolvimento individual, nos convida a refletir sobre essa questão. A obra é estruturada como um diálogo entre um jovem em busca de sentido e um filósofo que apresenta ideias provocativas sobre liberdade e responsabilidade.


Segundo os autores, viver para agradar os outros é abrir mão da própria autenticidade. A coragem de não agradar não é sobre ser rude ou indiferente, mas sobre reconhecer que não podemos controlar a opinião alheia. O verdadeiro poder está em assumir nossas escolhas e viver de acordo com nossos valores.


Lições centrais do livro

  • A vida é simples, mas não fácil. Complicamos nossa existência ao tentar atender expectativas externas.

  • Todos os problemas humanos são problemas de relacionamento. A busca por aprovação gera conflitos internos e externos.

  • Liberdade exige responsabilidade. Ser livre significa assumir as consequências das próprias decisões.

  • O presente é mais importante que o passado. Não somos prisioneiros de experiências anteriores; podemos escolher como viver agora.


Compilando de forma sucinta assim, fica bem prático de compreender, contudo o praticar os conhecimentos que se têm é o que não faz você se tornar apenas uma pessoa cheia de informações. Dessa forma, leve em consideração que, além de entender é importante praticar. Comece pela autenticidade,  diga o que realmente pensa, mesmo que isso não agrade a todos. Aceite a vulnerabilidade: nem sempre seremos compreendidos, e tudo bem. Defina seus limites: aprenda a dizer “não” quando algo não está alinhado com seus valores. Valorize o presente: concentre-se no que pode fazer hoje, em vez de se prender ao passado ou ao medo do futuro.


A Coragem de Não Agradar é mais do que um livro de autoajuda; é um convite à reflexão sobre como queremos viver. Ele nos lembra que a verdadeira liberdade surge quando deixamos de buscar aprovação constante e passamos a viver de forma autêntica. Dizer “não” às expectativas externas é, na verdade, dizer “sim” à nossa própria vida.


Um filme bem interessante que exemplifique essa realidade e assisti recentemente para meu trabalho de pós-graduação se chama filme Simplesmente Alice (1990), dirigido por Woody Allen e estrelado por Mia Farrow, é uma comédia dramática com toques de fantasia que acompanha a vida de Alice Tate, uma mulher da alta sociedade nova-iorquina que, após anos de casamento e rotina confortável, começa a sentir um vazio existencial. Em busca de respostas, ela recorre a um acupunturista que lhe prescreve ervas mágicas capazes de revelar seus desejos ocultos e provocar situações inusitadas. A partir dessas experiências, Alice passa a questionar suas escolhas, seus relacionamentos e o verdadeiro sentido da felicidade. O longa, disponível no Prime Video, combina humor e reflexão, trazendo uma narrativa sobre crise de identidade, autodescoberta e a coragem de mudar de rumo quando a vida parece perder o significado.


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