O sentido da rejeição na vida cotidiana

Você se lembra da primeira vez que levou um “pé na bunda”? Ou daquela entrevista em que se dedicou ao máximo e não recebeu retorno? Da amizade que se desfez sem aviso, ou do momento em que desejou intensamente algo e recebeu um grande “NÃO”? Essas situações são apenas alguns exemplos das muitas rejeições que inevitavelmente enfrentamos ao longo da vida. Afinal, uma das certezas da existência é que, em algum momento, seremos rejeitados.
Mas de que rejeição estamos falando aqui? Não se trata de cancelamento ou exposição pública, mas da rejeição que acontece na rotina: nas relações, no trabalho, nos projetos. E a pergunta é: como você lida com ela?
Na Gestalt-terapia, a primeira atitude diante da rejeição não é buscar explicações ou justificativas, mas aceitar a experiência como ela é. O “não” que recebemos não precisa ser racionalizado ou defendido. Ele simplesmente acontece. O exercício é perceber que o outro tem o direito de não escolher você, seja em um relacionamento, em uma empresa ou em um projeto.
Importante lembrar: essa rejeição não é dirigida a você como pessoa inteira, mas à situação específica, ao conjunto de fatores que, somados, levaram o outro a decidir que não era o que queria.
Quando conseguimos olhar para isso com consciência, sem nos perder em julgamentos ou tentativas de controle, abrimos espaço para integrar a experiência e seguir adiante. A rejeição, então, deixa de ser um ataque à nossa identidade e passa a ser parte do fluxo natural da vida, um convite para crescer, se ajustar e continuar em contato com o que realmente importa.
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